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domingo, 15 de dezembro de 2013

Este auto foi representado para o Rei Dom João III em Lisboa na manhã de natal de 1527. 
O ponto principal desta peça é o comércio, e todas as cenas se referem a trocas comerciais ( mas todas muito distintas ).
O primeiro monólogo pertence a mercúrio, que é o narrador/ voz da razão. Nesta cena retratam-se os preparativos para uma feira ( Feira das Graças, em honra da virgem ), não de bens materiais mas sim uma feira com o propósito de criticar o pensamento e os costumes da época.
Nesta feira existiam duas bancas, a banca das virtudes, em que os "mercadores" eram representados pelo Tempo e por Serafim ( uma personagem que simboliza o anjo), contra a banca das malicias, que era do Diabo.
O maior alvo da critica feita por Gil Vicente, foi o clero, onde dizia que o clero atual tinha mais interesse nos bens materiais e no poder, do que em cumprir os principio da fé, que tinham que recuar até ao seus antepassados, pois o antigo clero é que era devoto. 
Gil Vicente quis mostrar que o clero era cliente habitual do Diabo, e que tinha dividas para com ele, ou seja foi uma maneira de transmitir a realidade através de um eufemismo. 
O fim da critica, é marcado pela entrega de uma caixa a Roma ( forma como é denominado o clero ) onde se encontrava no seu interior um espelho com a imagem de Maria que ela sim era o exemplo que o clero devia seguir.
Segue-se uma cena de comédia, protagonizada por elementos do povo que tem como intuito animar a corte, e aliviar a critica à sociedade.
Este Auto, tem como objetivo representar o mundo como uma feira, onde há uma disputa constante entre o bem e o mal.

domingo, 3 de novembro de 2013

Na autobiografia, o que é suposto escrever sobre mim? As minha tristezas? Não, isso seria mais uma tragédia. Mas se apenas escrevesse sobre os momentos divertidos seria uma comédia, e não posso dizer que seja uma palavra que descreva muito bem aquilo que já vivi (não na sua totalidade).
Foi na noite de 14 de Janeiro de 1998 ás 23:53, no hospital Garcia de Orta que começou a minha história.
Digamos que tive uma boa infância, tive o privilégio de crescer rodeada de uma grande família onde pude aprender com a experiência dos mais velhos e com os mais novos criar memórias que vamos puder recordar.
Quando chegou a altura de começar a minha jornada escolar, tive a minha madrinha como educadora. Sempre fui uma criança muito alegre e brincalhona. Foi a partir de muitas coisas que a minha madrinha fazia e faz que cresci e me guiei, sempre vi nela uma grande exemplo e uma modelo a seguir.
Depois da minha entrada no primeiro ciclo, a minha vida tornou-se uma rotina constante. Podia-se até comparar á vida de uma insignificante formiga, sempre a cumprir os seus deveres dia após dia não que isso seja uma coisa má, antes pelo contrário.
Uma grande parte da minha vida gira em torno da igreja e da ordem de St.Agostinho, todos os Domingos desde que entrei na catequese (1ºvolume) assumi um compromisso que cumpro até aos dias de hoje.
No início do ano letivo 2010/11 (quando frequentava o 7ºano de escolaridade) iniciei um capítulo da minha vida bastante importante, comecei a praticar a modalidade de voleibol no C.N.G.
Saltamos agora para 8ºano que conclui na Associação escola 31 de Janeiro, o ultimo de 9 anos, aquela a que eu chamo a minha segunda casa.
Posso dizer que na 31 de Janeiro nunca revelei o meu verdadeiro eu, por diversos motivos.
 A única altura do ano onde eu me entrego a 100% e sou totalmente transparente ao que está ao meu redor, é o acampamento Tagaste. O sitio que me fez crescer, onde não tenho medo de mostrar quem sou, e enquanto estou lá parece que os problemas não existem.
Desde o ano passado que frequento a Escola Secundária Quinta do Marquês, esta não foi uma mudança que veio só, não só mudei de escola como mudei de clube (para o C.V.O) com a esperança de começar tudo do zero. Juntei o útil ao agradável sem dar por isso.
Apesar de ser uma adolescente de 15 anos, e ter escrito o que me pareceu algo interminável, posso concluir que ainda não sei responder á pergunta “quem sou?”, porque mesmo que escreva muito sobre mim a resposta vai estar sempre incompleta, porque todos os dias descubro algo novo que posso acrescentar.

Quando poderei realmente dizer quem sou? Quando é que as pessoas vão puder finalmente saber quem é a Sandra Bentes?